Bem antes demais quero deixar uma breve introdução/explicação do porquê deste blog. Não é minha intenção gabar ou difamar seja quem for com as histórias da minha vida, mas sim recordar, gravar e partilhar todas as aventuras que vivi e acreditem que foram tantas que até se torna difícil recordar-me de todas. Desde já quero salientar que todas as histórias são reais e claro todas têm mais do que uma versão eu apenas conto a minha. As histórias vão ser contadas sem qualquer ordem cronológica simplesmente por factos que se passam no dia a dia e me vão fazendo recordar momentos passados. vou usar alcunhas para não ferir ninguém, portanto se te trato por uma alcunha usada nos meus textos é muito provável que esteja a falar de ti e por isso não leves a mal.
Se sentires algum tipo de sentimento com o que leres fica desde já à vontade para deixar a tua marca. No mínimo uma vez por semana haverá uma história nova. não deixes de espreitar !!! ;-)
Bjs e abraços do Preto

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

caminho português de Santiago parte 1

Olá amigos e seguidores Pois é, estou de volta depois de vários meses de jejum e peço-vos desculpa por isso. Nada melhor para recomeçar as minhas histórias do que vos contar a minha última grande aventura… Tudo começou em maio do ano passado. Como estava desempregado há já algum tempo, começava a ser difícil arranjar o que fazer para passar o tempo. Dividia todo o meu tempo livre entre o facebook, o ver filmes e, claro, a mágica briosa. Foi então que vi um filme chamado “The Way”, que recomendo vivamente, onde é relatado um drama familiar que culmina com o patrono da família a fazer o Caminho de Santiago de Compostela. É um filme muito interessante e que me meteu o bichinho de cumprir esse sonho da minha adolescência. Fiquei mesmo decidido e então resolvi iniciar a minha preparação física, logística e, claro, informativa para poder fazer o Caminho. A vontade era tanta que a 20 de junho já estava a apanhar o comboio para o Porto para iniciar a minha jornada no dia seguinte. De início falei com alguns amigos aventureiros para os desafiar a fazerem comigo o Caminho mas não tive sorte e resolvi postar no site “Caminho Português de Santiago” uma mensagem com informações sobre a data da minha viagem e o meu email para o caso de aparecerem interessados em fazer a viagem comigo. Quando já tudo indicava que ia fazer esta caminhada de 250km em 10 dias sozinho, recebi 2 emails: um do Sr. Américo (Gaia, 53 anos) e o outro da Cláudia (Lisboa, 27anos). O Sr. Américo iniciaria o caminho comigo no dia 21 e a Cláudia iria ao nosso encontro a Ponte de Lima, no fim do dia 23. Com tudo combinado, a mochila pronta, os mapas do Caminho e muita vontade, lá iniciei a minha jornada. Viajei para o Porto no dia 20 e pernoitei em casa da Pimpolha, no dia 21 pelas 8 da manhã dirigi-me à Sé do Porto onde iria ver pela primeira vez o Capitão América (Sr. Américo :) ). A ideia de ter companhia nesta jornada pareceu- me boa mas o facto de ser uma pessoa desconhecida preocupava-me um pouco. Não por sentir perigo ou algo assim mas mais porque poderíamos ter ritmos de andamento diferentes ou a diferença de idades ser uma barreira ou até mesmo haver um silêncio que se poderia tornar constrangedor. Mas pouco depois de começarmos a andar vi logo que não podia ter tido melhor escolha: o Capitão América era simplesmente genial, humilde, com um coração enorme e, claro, divertido. Ainda não tínhamos saído do Porto quando trocámos as primeiras palavras com 3 peregrinas alemãs, mãe e duas filhas, que nos “perseguiram” até Matosinhos mas que acabaram por ficar para trás e que não voltámos a ver. Tudo corria sobre rodas, muita animação, boas pausas para descansar, ajustar mapas trocando ideias e até uma sombra fresquinha para o primeiro almoço do Caminho. Tudo correu bem até aos últimos 7km do 1º dia. Uma estrada em alcatrão (raro ao longo do Caminho em Portugal) com as típicas valetas enormes e um carro a passar muito perto de nós fez com que me desequilibrasse e acabasse por fazer uma entorse no pé esquerdo. Pensei que não seria isso que me iria impedir de realizar o meu sonho e continuei. E como devem imaginar esses últimos 7km foram de puro sofrimento. Quando chegámos ao Albergue de Rates e com 35km feitos, as dores eram horríveis, não só no pé esquerdo devido à entorse mas também no pé direito por ter tentado não sobrecarregar o pé esquerdo acabei com imensas bolhas. Depois de um bom banho, de um bom jantar num restaurante perto do albergue e sentado à fresca da noite a fumar o meu cigarrinho comecei a duvidar bastante sobre se iria conseguir continuar. Foi então que vi que o Caminho não me iria deixar desistir… Mas isso fica para a parte 2 desta história!! Eheheheheh Curiosos? Então aguardem… ;) Até breve Beijos/ Abraços do Preto