Bem antes demais quero deixar uma breve introdução/explicação do porquê deste blog. Não é minha intenção gabar ou difamar seja quem for com as histórias da minha vida, mas sim recordar, gravar e partilhar todas as aventuras que vivi e acreditem que foram tantas que até se torna difícil recordar-me de todas. Desde já quero salientar que todas as histórias são reais e claro todas têm mais do que uma versão eu apenas conto a minha. As histórias vão ser contadas sem qualquer ordem cronológica simplesmente por factos que se passam no dia a dia e me vão fazendo recordar momentos passados. vou usar alcunhas para não ferir ninguém, portanto se te trato por uma alcunha usada nos meus textos é muito provável que esteja a falar de ti e por isso não leves a mal.
Se sentires algum tipo de sentimento com o que leres fica desde já à vontade para deixar a tua marca. No mínimo uma vez por semana haverá uma história nova. não deixes de espreitar !!! ;-)
Bjs e abraços do Preto

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

caminho português de Santiago parte 2

Olá, olá :) cá estou eu para vos matar a curiosidade lol Voltando a relembrar, estava na primeira noite do caminho português de santiago no Albergue de Rates. No Albergue, para além de nós, estava um casal espanhol que fazia o caminho de bicicleta (que não voltamos a encontrar), estava um alemão muito mal-encarado que já dormia e ressonava bastante lol, estava a Arnete da Dinamarca e o Popesco, a Magda, a Oana e a Estela da Roménia. E é com este último pessoal que me surpreendi bastante. Enquanto relaxava na rua e fumava o meu cigarro, os meus pensamentos traiam a minha firmeza em fazer o caminho: “Será que consigo?” ; “Tenho dores horríveis, não será melhor desistir?” ; “Como regresso a casa?”… Postei no face sobre o que aconteceu ao longo do dia, como tinha prometido aos meus amigos, mas nem cabeça tive para ver qual tinha sido a reação do pessoal. A minha única vontade era adormecer para que as dores passassem. Com tanto azar até o meu saco de primeiros socorros tinha desaparecido, devo tê-lo perdido pelo caminho. NADA mas mesmo NADA batia certo e cada vez mais me mentalizava que era o fim do meu caminho. Até que a Arnete veio cravar-me um cigarro e acabamos por trocar meia dúzia de palavras em inglês. Como eu andava descalço, foi fácil ela perceber que não estava bem. Ela e o pessoal da Roménia ficaram à minha volta a dar palpites até que a Oana pegou-me na mão e arrastou-me para a camarata dela. Deu-me pomadas, uma agulha, linha e betadine e começou a ajudar-me a cuidar dos pés. Ficarei eternamente grato!!!! Uma pessoa que não me conhece de lado nenhum e que mal trocou 2 palavras comigo a ajudar-me do nada e sem pedir nada em troca. Simplesmente fantástica!! Passamos o resto da noite na cozinha todos juntos porque a Magda fazia anos. Então estávamos na amena cavaqueira a beber um bom vinho tinto e foi aí que chegamos à conclusão que seria a primeira e a última noite juntos. Eu e o Américo iríamos até Tamel (15km depois de Barcelos), a Arnete iria até Barcelos sozinha e a malta da Roménia seguiria pelo caminho da costa. Contudo foi uma noite muito divertida e que me fez esquecer as dores. O segundo dia começa e problemas logo de manhã: apesar das bolhas mal me doerem não estava melhor da entorse e por isso tive de ligar o pé para tentar aguentar o máximo possível. Ao pequeno-almoço fui publicar a foto do pé ligado no facebook e reparei numa falange de comentários e likes à minha foto da noite anterior. Amigos, conhecidos e até estranhos estavam todos a dar-me força e ânimo para seguir em frente. Não os podia deixar mal e então pus a mochila às costas e fizemo-nos à estrada, destino Barcelos para almoçar. À entrada de Barcelinhos (povoação antes de Barcelos) recebi uma chamada do meu pai, que estava preocupado. Ele estava a tentar ajudar-me a superar esta jornada e chegamos a uma conclusão: para desistir tinha de ser em Barcelos porque senão só no final do dia seguinte é que estaria numa povoação que tivesse transporte para regressar. Por estas palavras já dá para ver que o caso estava cada vez pior. Sem certezas de nada, o meu pai termina a conversa com estas sábias palavas: “Filho, peregrinação também é sofrer”. E foi com essas palavras na cabeça que cheguei a Barcelos. Nada melhor para almoçar que uma sombra e a relva do jardim central de Barcelos. lol Durante hora e meia de paz e de pés bem levantados tentei recuperar forças. Até que chegou o momento: - Amigo Mário começa a ficar tarde e ainda temos 15km pela frente, tens de tomar uma decisão. - Disse o incansável Américo. - Vou me calçar, tomar um café e já vejo como estou. E aqui vem o primeiro “milagre” do caminho. Levanto-me com muito cuidado e começo a andar, o Américo preocupado faz aquela cara do “fala homem” e eu desato a correr e a saltar. Não tinha uma única dor!!! Sim, eu sei, é estranho e não, não sei explicar o que aconteceu!!! looooooool Aproveitamos uma feira que havia no centro de Barcelos para eu comprar uma sapatilhas novas e fizemo-nos à estrada. Segunda surpresa do dia: à saída de Barcelos encontramos os nossos amigos da Roménia que tinham decidido seguir o nosso conselho e fazer o caminho central.Caminhamos juntos os 15km que faltavam e ao chegar ao Albergue, eis que temos outra surpresa: a Arnete também tinha decidido vir ao nosso encontro. lol Gang toda reunida e nada melhor que ir jantar fora no único restaurante da povoação, que só fazia pizzas. looolDe regresso ao Albergue, a Oana voltou a cuidar dos meus pés e acabamos a noite todos juntos a partilhar um portátil que o Albergue tinha para os peregrinos. O terceiro dia e o segundo, e mais estranho, “milagre” vai ter de ficar para a próxima historinha :-P Não deixes de cuscar pois vai valer a pena :) Ate breve meus amigos e seguidores Beijos/abraços do preto.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

caminho português de Santiago parte 1

Olá amigos e seguidores Pois é, estou de volta depois de vários meses de jejum e peço-vos desculpa por isso. Nada melhor para recomeçar as minhas histórias do que vos contar a minha última grande aventura… Tudo começou em maio do ano passado. Como estava desempregado há já algum tempo, começava a ser difícil arranjar o que fazer para passar o tempo. Dividia todo o meu tempo livre entre o facebook, o ver filmes e, claro, a mágica briosa. Foi então que vi um filme chamado “The Way”, que recomendo vivamente, onde é relatado um drama familiar que culmina com o patrono da família a fazer o Caminho de Santiago de Compostela. É um filme muito interessante e que me meteu o bichinho de cumprir esse sonho da minha adolescência. Fiquei mesmo decidido e então resolvi iniciar a minha preparação física, logística e, claro, informativa para poder fazer o Caminho. A vontade era tanta que a 20 de junho já estava a apanhar o comboio para o Porto para iniciar a minha jornada no dia seguinte. De início falei com alguns amigos aventureiros para os desafiar a fazerem comigo o Caminho mas não tive sorte e resolvi postar no site “Caminho Português de Santiago” uma mensagem com informações sobre a data da minha viagem e o meu email para o caso de aparecerem interessados em fazer a viagem comigo. Quando já tudo indicava que ia fazer esta caminhada de 250km em 10 dias sozinho, recebi 2 emails: um do Sr. Américo (Gaia, 53 anos) e o outro da Cláudia (Lisboa, 27anos). O Sr. Américo iniciaria o caminho comigo no dia 21 e a Cláudia iria ao nosso encontro a Ponte de Lima, no fim do dia 23. Com tudo combinado, a mochila pronta, os mapas do Caminho e muita vontade, lá iniciei a minha jornada. Viajei para o Porto no dia 20 e pernoitei em casa da Pimpolha, no dia 21 pelas 8 da manhã dirigi-me à Sé do Porto onde iria ver pela primeira vez o Capitão América (Sr. Américo :) ). A ideia de ter companhia nesta jornada pareceu- me boa mas o facto de ser uma pessoa desconhecida preocupava-me um pouco. Não por sentir perigo ou algo assim mas mais porque poderíamos ter ritmos de andamento diferentes ou a diferença de idades ser uma barreira ou até mesmo haver um silêncio que se poderia tornar constrangedor. Mas pouco depois de começarmos a andar vi logo que não podia ter tido melhor escolha: o Capitão América era simplesmente genial, humilde, com um coração enorme e, claro, divertido. Ainda não tínhamos saído do Porto quando trocámos as primeiras palavras com 3 peregrinas alemãs, mãe e duas filhas, que nos “perseguiram” até Matosinhos mas que acabaram por ficar para trás e que não voltámos a ver. Tudo corria sobre rodas, muita animação, boas pausas para descansar, ajustar mapas trocando ideias e até uma sombra fresquinha para o primeiro almoço do Caminho. Tudo correu bem até aos últimos 7km do 1º dia. Uma estrada em alcatrão (raro ao longo do Caminho em Portugal) com as típicas valetas enormes e um carro a passar muito perto de nós fez com que me desequilibrasse e acabasse por fazer uma entorse no pé esquerdo. Pensei que não seria isso que me iria impedir de realizar o meu sonho e continuei. E como devem imaginar esses últimos 7km foram de puro sofrimento. Quando chegámos ao Albergue de Rates e com 35km feitos, as dores eram horríveis, não só no pé esquerdo devido à entorse mas também no pé direito por ter tentado não sobrecarregar o pé esquerdo acabei com imensas bolhas. Depois de um bom banho, de um bom jantar num restaurante perto do albergue e sentado à fresca da noite a fumar o meu cigarrinho comecei a duvidar bastante sobre se iria conseguir continuar. Foi então que vi que o Caminho não me iria deixar desistir… Mas isso fica para a parte 2 desta história!! Eheheheheh Curiosos? Então aguardem… ;) Até breve Beijos/ Abraços do Preto

sábado, 10 de dezembro de 2011

jantar dos ex-residentes

Olá meus amigos e seguidores!
Cá estou eu, ao fim de muito tempo, para mais uma historinha da minha vida.

É incrível como o tempo passa, já lá vão 32 anos de vida!!! Meus Deus, estou cota!!! :-P
Numa noite de copos a minha grande amiga Nora disse-me: "Já estamos cotas, mas a verdade é que não me sinto trintona..." E partilho a mesma opinião: já sou um trintão, mas estou aí para as curvas!! :-P
Ora aqui está uma boa introdução para a história de hoje.
Há uns meses atrás, vivi um dos momentos mais emocionantes e estranhos dos últimos tempos.
Tive um jantar com os meus irmãos de criação (ex-residentes) e que coisa fantástica rever pessoas 16 anos depois!!!!!!! Ver no que se tornaram… Relembrar aquilo que foram em criança.
Vários são os momentos que me marcaram naquele jantar e gostava de partilhar alguns com vocês.
Durante a tarde, resolvemos ir dar uma volta por Penela para reavivar memórias e matar saudades e logicamente não podíamos deixar de ir ver como estava a residência. Com muita pena nossa, não pudemos entrar, mas só o facto de estar em frente daquele edifício onde morei 2 anos, deixou-me completamente arrepiado. Por momentos dei por mim a recordar tudo o que vivi naquela casa, como se tivesse um flashback e tivesse revivido cada momento, cada emoção, cada dia desses 2 anos.. Foi muito bom mesmo!!!!
Uma coisa muito triste que constatei :-( tiraram o famoso escorrega :-P (private joke)!
Quando o sol se começou a pôr, fomos para a entrada do restaurante à espera que o pessoal começasse a chegar.
Como foi bom, e claro um pouco estranho, receber cada um dos nossos velhos amigos com abraços. Foram momentos muito emocionantes. Até que chegou quem eu mais desejava ver: Ricardo Vicente!!! Depois de 16 anos desde o último abraço, desde a última palavra, do último sorriso juntos... 16 anos depois voltei a ver o meu grande amigo Vicente e a única coisa que me saiu foi: "Estás velho pá!!!" LLOOLL
Bem, durante o jantar revivemos momentos fantásticos: desde ir fazer queixinhas à D. Fátima uns dos outros, desde pagar aos mais novos para nos comerem a sopa, desde o Vasco e o seu skate, etc. lol. Muito bom mesmo e como não podia deixar de ser acabámos a noite no Baco Bar, ponto de encontro dos nossos tempos de infância.
Ficam as fotos para recordar e claro a esperança de voltarmos a estar juntos para outro jantar. Obrigado a todos por essa noite mágica, cheia de emoções...
E assim fica registado, nesta pequena história, uma noite diferente, mas com tanto sentimento e por isso mesmo as despedidas vão ser um pouco diferentes desta vez...
Beijos e abraços para todos, mas em especial para todos os meus seguidores que partilharam esta noite comigo, do preto

P.S. - não estava bêbedo lol eu é que continuo o mesmo de sempre :-)

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Actualização

Olá meus amigos e seguidores, cá estou eu para mais uma historinha…
Muita coisa mudou na minha vida desde o início de 2011 e por isso a ausência de histórias aqui no blog. Mas um dia tinha de voltar e nada melhor do que antes de uma história fazer uma actualização do que se anda a passar.
Bem… Uma das coisas que mudou e muito a minha vida foi a relação com a pimpolha ter terminado. Ficam as recordações, fica um carinho muito grande, fica uma boa amizade mas de momento tinha mesmo de ser! As razões nada importam para aqui, o que importa é que ambos estamos bem e que somos grandes amigos. Aproveito para te deixar um agradecimento por todo este tempo que tivemos juntos, foi brutal, fizeste-me muito feliz como já sabes. Palavras para te descrever continuam a faltar, mas o que mais importa é que continuas a ser a pimpolha, obrigado por tudo…
Bem outra mudança que tive foi de residência. Pois é… voltei a morar na santa terrinha, Condeixa city llooll! É muito complicado voltar a uma rotina muito mais calma e a uma vila que nada tem a ver com o grande Porto. As saudades daquela cidade já são imensas, mas nunca vou esquecer estes 4 anos! Quem sabe um dia ainda volte mas para já quero que saibam que nunca vou esquecer nada do que vivi ali e deixar publicamente registado que é, sem dúvida, uma das cidades mais bonitas e acolhedoras que conheço. Em relação aos amigos a distância faz com que não nos possamos ver tantas vezes, mas as grandes amizades superam tudo!! Adoro-vos e nunca vos esquecerei…
O regresso a Coimbra trouxe-me muita coisa boa. O estar perto da família, os meus manitos do coração, a MÁGICA BRIOSA claro, mas também reencontrar velhos amigos e com isso conhecer pessoas novas e fantásticas. Deixar uma palavra a eles que estão a fazer o meu regresso a casa mais fácil do que esperava: Tito, Carlos, Hugo, JP, Sarosca, Lili… e a todo o pessoal da mancha negra. Aproveito também para vos avisar que as nossas historinhas não tarda estão publicadas eheheheheh
Com isto, termino esta actualização. Deixo um abraço bem grande a todo o pessoal do Porto pessoal esse que nunca vou esquecer: OBRIGADO POR TUDO!!! E um beijinho muito especial para ti pimpolha, em breve mais historinhas nossas vão aparecer eheheheh
Beijos e abraços a todos, até breve

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

os mitras da residencia de estudantes

Olá meus amigos e seguidores
Pois é, mais uma histórinha para animar a malta llooll
Esta semana encontrei uma colega de escola que já não tinha notícias há mais de 10 anos e lembrei-me de uma história engraçada sobre a residência de estudantes…
Como já tinha contado no primeiro texto do blog, nós na residência tínhamos horários muito rígidos, o que para putos era bastante complicado cumprir. Para mim, em especial, o mais complicado de todos era o horário de dormir, nunca na vida me ia conseguir habituar a ir dormir às 21h30 lol ainda nem o vitinho tinha dado e já tínhamos ordens para ir dormir…
Bem e esta história tem a ver com esses horários mesmo. Às segundas-feiras tínhamos a possibilidade de ficar acordados até à meia-noite. Era a nossa noite de filmes. O que ninguém se lembrava era que se nós tínhamos jantado às 19h era mais que normal que às 22h já estaríamos todos cheios de fome.
Foram diversas as formas que arranjámos para orientar comida. Desde ficar à janela à espera que passasse alguém na rua e pedíamos que nos comprasse alguma coisa no café, desde trazer de casa umas bolachas ou umas batatas fritas para comermos ou então… lol eis 2 das maneiras originais e manhosas que arranjamos:
- decidimos comprar hambúrgueres, queijo e fiambre para comer. Então um de nós ficou incumbido de trazer de casa um grelhador eléctrico e utilizávamos a chaminé da lareira para o fumo sair. Como sempre algo tinha de correr mal! O cromo do Pigão tinha-se esquecido de abrir a chaminé e foi interessante no outro dia de manhã: não havia ninguém que não se queixasse do cheiro a hambúrgueres lol Mas mais uma vez, por pura sorte, não fomos apanhados.
- um assalto perfeito llooll tínhamos de conseguir chegar à dispensa onde sabíamos que havia umas bolachas para enganar o estômago. O problema é que a dispensa ficava na sala de estudo (cave) e a chave estava dentro da cozinha (rch) cuja chave se encontrava com a responsável dos rapazes (1º andar). Então como fizemos: tivemos de esperar que a D. Fátima fosse tomar banho e nesse momento alguém tirou as chaves e mandou pelas escadas para outro que estava no rch que por sua vez foi à cozinha, tirou a chave da dispensa e mandou-a, novamente pelas escadas, para a cave. Conseguimos tirar as famosas bolachas e enviar as chaves pra cima. Posso-vos garantir que foi por fracção de segundos que não fomos apanhados mas uma coisa é certa, aquelas bolachas souberam pela vida…
Beijos e abraços a todos
Até breve

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Mágica Briosa

Boa tarde meus amigos e seguidores
Cá estou eu a escrever mais um texto sobre a minha vida…
Desta vez venho falar de um assunto controverso e que pode levar a muita discussão llooll Estou a falar de futebol, claro, e da Mágica Briosa.
Para quem me conhece há algum tempo sabe que sempre fui simpatizante do FCP. Como acontece à maioria da nossa juventude, temos a tendência de seguir os passos dos mais velhos seja a nível de religião, de politica, de educação ou até mesmo de futebol. No meu caso foi por influência do meu padrinho de nascimento, era muito mais fácil receber boas prendas se fosse do clube dele llooll
De há uns anos para cá tenho acompanhado a Académica mas sempre como um clube de simpatia, um segundo clube. Nunca com a garra que acompanhava os jogos do Porto.
Até que chegou o momento em que vim morar para o Porto. Com isso, comecei a dar valor às pequenas coisas que tinha e que de um dia pró outro deixei de ter com tanta frequência: amigos, família, Condeixa, Coimbra…
Um dia dei por mim a fazer o que era impensável há uns anos atrás. Num jogo Porto vs Académica eu estava a gritar pela Briosa e fiquei lixado quando perdemos. Comecei a ver que afinal era do Porto por influência e não por coração. Descobri o meu clube do coração… Mesmo sem dar muito nas vistas, comecei a acompanhar os jogos, a vibrar como em tempos tinha vibrado pelo Porto mas agora com muito mais orgulho… Dei por mim a defender a briosa com toda a força e garra, dei por mim um verdadeiro fanático e agora se falar de futebol só falo na Briosa.
É incrível como temos de perder as coisas para lhes dar o valor que elas merecem.
Hoje é com orgulho que afirmo que sou um ultra mancha negra boys. É com extrema alegria que afirmo que sou Briosa porque gosto, porque é o clube da minha cidade, porque é o clube do meu coração, não sou do Porto, nem do Sporting e muito menos do Benfica por parte da mãe ou do pai.
Como continuo a morar no porto fica complicado deslocar-me para acompanhar os jogos e por isso resolvi tentar voltar a juntar o núcleo MN PORTO. Não tem sido fácil mas havemos de conseguir.
Aqui fica a explicação, para muitos admirados, quando me viram a só falar na Académica.
Acabo esta histórinha com a letra de um dos nossos cânticos.

Quando eu te vi jogar
Logo fiquei apaixonado
E quando te vi ganhar
Meu coração ficou marcado
E em 39 quando venceste aquela taça
Senti que era tu
Nossa Briosa
Loro loroloro
Coimbra é uma lição
Do amor e tradição
Coimbra é a cidade
Da nossa grande paixão
Coimbra veste de negro aos domingos para apoiar
E cantar por ti
Nossa Briosa
Loro loroloro
E quando eu ia aos jogos
Aqueles rapazes lá se encontravam
Quando ela precisava
Eles nunca se calavam
Foi então q’eu descobri q’era a grande Mancha Negra
Que sofre por ti
Nossa Briosa

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Púcaros

Ora viva meus amigos e seguidores.
Hoje gostava de vos fazer um pouco de publicidade gratuita. E o porquê disto agora? Perguntam vocês…
É simples, vou fazer publicidade a um bar onde me sinto em casa. O ambiente, a música, o dono… É, sem sombra de dúvidas, o espaço nocturno com que mais me identifiquei ao longo destes anos de borga llooll
Estou a falar do Púcaros Bar, que fica situado em Miragaia, no porto. Ora para quem já teve o prazer de visitar este bar sabe do que estou a falar. Paredes em pedra com mesas e cadeiras de madeira, madeira essa com marcas das últimas cheias mas que lhes dá um ar de antiguidade fantástico. Em cima das mesas, uma simples vela que deixa um ar romântico e reservado, a decoração é feita com obras de arte de diversos artistas que as expõem por todo o bar. A casa com a melhor sangria do porto, é sem dúvidas um espaço brutal para estar umas horas em “família”. Mas o que torna este bar realmente único é o Sr. Carlos, o proprietário, o típico homem do norte que não poupa nas asneiras, mas que tem um coração do tamanho do mundo. Estima todos os clientes como se fossem amigos de longa data mesmo que seja a primeira vez que entrem na casa. É brincalhão, é revolucionário, é simpático, é carinhoso, é uma jóia de pessoa…
Conheci o Púcaros há 3 anos e desde esse dia que fiquei apaixonado!! A publicidade que faço é gratuita mas acreditem que depois de o conhecerem até vocês a vão fazer llooll
Bem para ficarem com uma ideia, aqui fica uma breve história sobre o Sr. Carlos e o Púcaros…
Uma das primeiras vezes em que fui ao Púcaros, fui acompanhado pela Soneca e pelo meu Padrinho. Tínhamos estado na ribeira a beber um vinho tinto e decidimos ir mostrar ao Padrinho aquele belo espaço do qual ele já estava farto de ouvir falar.
O vinho tinto dá-me uma sede terrível lol e ao chegar ao Púcaros pedimos o habitual -SANGRIA. Bem, depois das brincadeiras de sempre - os abraços, os beijinhos, as piadas do Sr. Carlos - chegou o momento de pedir o que queríamos beber.
- Sr. Carlos é o costume. - diz a Soneca.
- Com 3 púcaros? - pergunta o sr. Carlos.
- Sim, mas traga-me também uma garrafinha de água, se faz favor. - digo eu, sem saber onde me estava a meter…
Neste momento, o Sr. Carlos parou de rir, ficou extremamente sério a olhar para mim. E diz:
- Queres água para quê? Oh c’um caralho! Toma banho em casa, ó caralho! Vem para aqui para se lavar, é? Foda-se ainda vai lavar os colhões aqui no meio do bar!! llooll
Assim se criou uma bela amizade. Não há mês que não lhe faça uma visita e não há vez nenhuma em que não seja bem recebido com um abraço, um sorriso na cara e um palavrão na língua.
Sr. Carlos, Obrigado!!
Grande abraço

PS: “Sai uma água com gás com sabor a limão, se faz favor!”
“Paneleiragem do caralho, agora com a lei do lado deles estamos fodidos! Ou é água ou sumo, qual misturas estranhas! Tou fodido!!!” (Sr. Carlos)

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Perseguidora

Olá meus amigos e seguidores
Cá estou eu para mais uma história, mas antes de mais deixem-me pedir desculpas por este período de ausência. Se não houver inspiração, por mais que se tente, não sai nada. Mas vamos ao que nos trouxe cá… lol Esta história é uma das cenas mais caricatas que alguma vez tive com o sexo feminino…
Não me lembro muito bem como mas conheci uma menina muito girinha aqui do Porto. Trocámos umas mensagens por telemóvel até que decidimos encontrar-nos.
O primeiro encontro correu muito bem: falámos muito, trocámos alguns amassos e pouco mais. No segundo encontro má vida llooll e os problemas começaram quando a fui levar a casa. No meio da conversa ela disparou isto:
- Sou casada e tenho uma filha…
- Tudo bem. Foi uma vez sem exemplo, não se volta a repetir. - Disse eu muito convicto.
Responde ela:
- Nada disso, o meu casamento está mal… Eu quero divorciar-me e quero ir morar contigo…
Bem, antes de continuar este diálogo deixem-me frisar que nos conhecíamos há uma semana…
- Tás bem?!?!?!?!? Tipo mal me conheces, além de que deixei bem claro que não ia passar de nada casual!! - Respondi eu…
Bem, ela saiu com uma fúria do meu carro, bateu a porta de uma maneira que mais parecia um portão de uma quinta llooll e nunca mais a vi…
Claro que se fosse só isto não tinha piada nenhuma lol
A partir desse dia ganhei uma perseguidora. Ficava à minha espera à porta de casa, ia à minha procura no trabalho e mesmo depois de saber que tinha começado a namorar continuou sempre com telefonemas e mensagens.
“E como isto tudo acabou?” Perguntam vocês…
Seus cuscos lol acabou com um corte à preto llooll
Ela ligou-me e disse:
- Quero ver-te, tenho saudades tuas…
- Mas o que é que queres? Já te disse que eu namoro, deixa-me em paz…
- Por favor…
-É pinar que queres?
- Sim é…
- Ok. Vou-te buscar, fazemos o que temos a fazer e xau… Não há conversa não há nada. Sexo e xau…
- Xau!!!!
E nunca mais a vi llooll
Só me meto com gente doida llooll
Beijinhos do preto

sábado, 19 de junho de 2010

verão de 94 - continuação

Olá amigos e seguidores
Hoje escrevo-vos do Zoo S. Inácio e, enquanto espero que a minha hora de almoço passe, resolvi continuar a última história sobre o verão de 94. Continuando…
Numa dessas noites em que mordia uns pescoços e roubava uns goles das bebidas por uma palhinha, conheci uma miúda de Torres Vedras. Menina essa que quando tentei morder o pescoço me respondeu:
- Deixo sim senhora mas com 2 condições: primeiro é o único pescoço que vais morder o resto da noite e segundo quando o sol estiver a nascer e tiveres de te refugiar levas-me contigo para conhecer o teu sarcófago…
O meu pensamento depois disto: ALELUIAAAAAAA llllllllllllooooooooooooollllllllllllllll estava a ver que a história nunca mais colava llooll
Depois de muita risada, resolvemos ir até à Stress less (uma das Discos). Ela estava acompanhada de mais 4 amigas, o Peninha ficou todo contente e teve sorte pois atrelou-se a uma delas e teve companhia até ao fim das férias. Eu já não tive a mesma sorte… Ao sairmos da Disco percorremos a pé um longo caminho até ao parque de campismo, caminho esse que serviu para as perguntas da praxe:
- De onde são? Até quando ficam cá? O que fazem? E a pior de todas… que idade têm?
-18 ou 19 (já não me lembro bem) respondeu de pronto o Peninha e eu calado que nem um rato. lol
O resto da noite correu muito bem, fomos para a praia os dois sozinhos (eu e a rapariga de Torres Vedras) até o sol nascer e depois fui conhecer o caixão dela. llooll O pior foi que o Peninha lembrou-se de comentar com a companhia dele que eu tinha 14 anos, no dia a seguir foi o diabo para a aturar, mas que fique bem ciente que nunca disse que tinha 18. llloolll
Ahhhhhhhh é verdade lembrei-me de uma coisa. E tu mana??!! Hum ficaste a pão e água? Não me lembro….
Do resto das férias falta salientar 2 aspectos:
1º - só fomos à praia obrigados pela minha irmã e o Peninha ia de botas da tropa, calções de ganga e t-shirt cavada llooll não me lembro de ninguém estar tão branco como ele no fim das férias de verão…
2º - a sessão de Sadomasoquismo na Stress less com umas miúdas em lingerie preta de cabedal e chicotes, que não passava de um show erótico, ter sido interrompida pelos punks de Cantanhede que subiram ao palco cheios de alfinetes espetados nos braços e que roubaram o chicote das miúdas e começaram a bater uns aos outros llloolll
Foram assim as minhas férias de verão de 94
Beijos e abraços até breve

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Verão de 94

Olá meus amigos e seguidores
Hoje esteve um dia brutal de sol, calor ainda não muito mas já deu um cheirinho a verão e por isso lembrei-me das minhas férias de verão de 1994. Em pleno Agosto de 94 eu ainda tinha os meus, já famosos, 14 anos. Nesse ano as minhas férias foram um pouco diferentes do que estava habituado. Passei, sem querer mentir visto não ter a certeza, 15 dias na praia do Pedrógão com a minha mana Parrocas e o Peninha e que 3 se juntaram. Foram umas férias inesquecíveis que me marcaram muito.
Os meus pais, na altura, tinham uma roulotte que deixavam ficar o verão todo no Pedrógão e assim podiam ir passar todos os fins-de-semana à praia visto que tirar férias para eles era complicado - não nos podemos esquecer que os meus pais são donos de uma papelaria e a época alta de vendas é o verão por causa dos livros escolares. Assim sendo naquele ano fomos os 3 sozinhos passar férias, sim passar férias porque praia mal chegamos a ir llooll noite muita noite e só íamos à praia em último recurso e quando a minha irmã nos dava um ultimato llooll.
NOITE llooll as nossas noites, meu deus que medo!!! Antes de mais todos nós, para quem não se lembra desta altura, tínhamos um estilo muito próprio de vestir punk ou rock and roll, ou seja, sempre vestidos de preto, com calças juntas, a camisa com as golas no ar, o cabelo puxado para trás, etc, etc, etc. A juntar a isto o Peninha decidiu pintar os olhos tipo máscara porque, dizia ele, assim as pessoas não o olhavam directamente nos olhos e ele sentir-se-ia muito melhor. Ao entrarmos no Casino (nome de um bar tipo disco no Pedrógão) tínhamos logo um ritual, eu e o Peninha bebíamos a primeira bebida a pagar e depois passávamos a noite toda com uma palhinha na boca a beber dos copos de todas as meninas que entrassem na brincadeira llooll. Perguntávamos se podíamos e sem dar tempo de resposta já tínhamos a palhinha dentro do copo, era só entrar na brincadeira e logo se via onde ia parar. Não é preciso dizer que não podíamos andar os dois juntos para não parecer mal. Deixem-me que vos diga que naquela altura, sim, era curtir. Claro que havia estrondos mas mesmo com esta lata toda não me lembro de nenhuma discussão com ninguém.
Bem outra das brincadeiras (ou formas de engate como quiserem chamar) que tínhamos era sermos vampiros, sim leram bem vampiros. Era tão simples como isto: púnhamos as golas da camisa bem para cima e o olhar de bad boy (certo pimpolha llooll) e dizíamos:
- Boas! Desculpa incomodar mas preciso de um favor teu… (nesta altura elas já estavam com um ar bem desconfiado e aí tinha de pôr um sorriso malandro ou safado llooll). É que eu sou um vampiro e preciso de morder 3 pescoços por noite. Ainda só mordi 1 e não pude deixar de reparar nesse pescoço lindo e não sei se consigo resistir…
Logo aqui arrancávamos uma gargalhada enorme da pessoa em causa e como era uma abordagem fora do normal a grande maioria simplesmente inclinava a cabeça de maneira a facilitar a dentada e claro que não me fazia rogado e mordia mesmo mas sempre com carinho. Outras desviavam o olhar e ignoravam e algumas davam conversa para o resto da noite. Ah e deixem que vos diga que mais de 3 pescoços eram mordidos por noite ;-)
Já me estou a alongar por isso aguardem pela parte 2 desta história…
Beijos e abraços do preto

P.S: atenção que estávamos em plenos anos 90 e o pessoal estava todo na boa sem medo de tarados, pedófilos, violadores ou ladrões.

P.S.2: o autor desta história são se responsabiliza pelos danos que poderão ocorrer nas tentativas de imitação (lembrem-se: nas trilogias, por norma, o melhor é sempre o primeiro filme) llllloooooolllll